quarta-feira, 6 de abril de 2011

Recordar é viver

Estava lembrando de uma certa ocasião em que após algumas doses de José Cuervo, resolvi chegar em um cara pela primeira vez. Sério, pra uma mulher isso é mega difícil. Era carnaval (essa palavra me trás boas lembranças), e há alguns metros de mim estava algo que posso chamar de divino. A visão mais bonita de todas, o homem da minha vida!
Na boa, o cara era alto, moreno, forte, estava sem camisa ao lado de um carro de som. Volto a falar que estava sob o efeito de José Cuervo. Pedi a opinião de algumas pessoas que estavam perto de mim que disseram: "Cara, é carnaval!". Fui. Dei um "oi" muito aproveitador (que feio!) e comecei a puxar papo. Percebi que o Deus Grego que eu conversava estava ficando visivelmente constrangido. Entendi o recado e voltei pras minhas amigas com cara de choro: " Fui rejeitada! Nunca mais vou fazer isso de novo!".
Uma delas falou que não era possível e foi conferir. Daqui a pouco volta ela: "É viado! Quer dizer, eu perguntei 'você é viado?' e ele disse 'viado é uma palavra muito feia, sou homossexual.'".
COMO EU NÃO DESCONFIEI???? Não dá pra imaginar o alívio que eu senti ao saber. Depois disso nunca mais cheguei em homem algum. Prefiro assim, afinal, pra que mudar a ordem natural das coisas?

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